JOÃO SANTA-RITA
Eu ainda faço parte do grupo formado na Escola de Belas-Artes de Lisboa, do primeiro grupo expressivo de Lisboa, que no final dos anos setenta, iniciou o curso na Escola do Porto…
Eu ainda faço parte do grupo formado na Escola de Belas-Artes de Lisboa, do primeiro grupo expressivo de Lisboa, que no final dos anos setenta, iniciou o curso na Escola do Porto…
Entrei numa escola completamente à deriva onde dominava uma absoluta ausência de debate acerca dos temas de arquitetura (ou de outros quaisquer). Isso fez com que os meus colegas e eu tivéssemos de procurar, fora da escola, o que significava aprender a pensar e fazer Arquitetura…
Nós formámo-nos na Faculdade de Arquitetura num tempo difícil da faculdade, naquele momento da grande vaga dos pós-modernistas em Portugal. Eu, na altura, estava a trabalhar no atelier do arquiteto Gonçalo Byrne…
Frequentei a Faculdade de Arquitetura mas o meu curso foi um curso de Belas-Artes, feito na antiga escola no Convento de São Francisco. Era um espaço marcante, muito interessante nos corredores longos e largos e não tão interessante nas salas de aulas…
Eu entrei para a Escola do Porto e isso começa por ser a coisa mais marcante do meu percurso académico. Infelizmente, tive que me vir embora ao fim de um ano, por razões familiares. Mas tive a sorte de apanhar um conjunto de professores dos quais ainda hoje sou amiga…
Entrei para a universidade em 1984, para o curso da Universidade Técnica de Lisboa. Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que entrei para a Escola de Belas Artes, sair do metro no Rossio e subir a Rua Garrett. Estudar no Chiado foi um privilégio…
Já lá vão mais de 50 anos. Devo ter entrado para Belas Artes em 53 ou 54, não me lembro bem. Eu sempre andei em colégios, morávamos na Parede, portanto andei sempre na Parede…
No Liceu tive um professor muito interessante, muito forte, muito marcante, o Pintor António Quadros, que foi parar a Moçambique, onde eu estava nessa altura, e foi nosso Professor de desenho…